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Solar do Ribeirinho
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O Solar do Ribeirinho é um magnífico exemplar de arquitetura civil erudita, tipo mansão senhorial rural madeirense, com paredes de alvenaria de pedra e cal, situado na Rua do Ribeirinho.

Foi mandado edificar pelo Capitão Matias de Mendonça e Vasconcelos, Ouvidor da Câmara de Machico, e rico morgado. Trata-se de um sólido ediIcio de planta quadrangular, com dois pisos e com a tão caraterística torre avista-navios, símbolo do poder económico, social e político da família que o mandou edificar em finais do século XVII.

Está classificado como Imóvel de Interesse Municipal (Res. 1732/98 de 31/12/98). É propriedade da Câmara Municipal de Machico.

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A sua fachada principal, virada a este, é sóbria com três portas no andar térreo emolduradas por cantarias regionais. No piso superior inscrevem-se três janelões alinhados pelas portas. A torre possui três janelas. As janelas possuem vidraças de guilhotina e possuem os tradicionais tapa-sóis, alguns com “bilhardeiras”.

O piso térreo era constituído por uma cozinha ampla com uma grande lareira,seis lojas, lagar e adega, todos de terra batida e um “hall” revestido de ladrilhos (brancos e pretos num desenho enxaquetado) de onde partia uma escadaria de acesso ao piso superior. Atualmente, este piso alberga o Núcleo Museológico de Machico, inaugurado a 15 de novembro de 2007 e que oferece aos visitantes as principais referências dos 600 anos de história desta que foi a sede da primeira capitania da Expansão Portuguesa.

Todo o edifício é caiado de branco e possui embasamento com a típica cor avermelhada. A cobertura do solar é de quatro águas sobre beirais duplos de telha de meia-cana. O quintal é calcetado com o tradicional calhau rolado do mar. À direita existe um banco corrido de pedra. De notar que em frente da porta da cozinha encontra-se o poço – cisterna, zona que foi alvo de trabalhos arqueológicos entre 1998 e 2004.

Neste edifício funcionou, no século XIX o “Clube Machiquense”, de inspiração maçónica. Foi adquirido pela Câmara Municipal de Machico. Após o 25 de abril de 1974 foi ocupado por famílias regressadas das ex-colónias de África. Mais tarde serviu de armazém de edilidade.

Fonte: Baseada na informação disponível no inventário do Património Imóvel do Concelho de Machico, Sousa, Èlvio (Coord.), CMM/ARCHAIS(2005)
Centro Histórico de Machico
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CHM-Igreja_Matriz_Visit-Machico
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